Eu me rendi ao Iphone. Após algum tempo de resistência, de
"eu não preciso disso pra viver", aqui estou eu, apaixonada pelo meu
mais novo bichinho virtual (quem é que não se lembra dele?). Só que ao
contrário do antecessor brinquedo infantil, nesse quem tende a morrer, se não
se alimentar direito, são as marcas. Vamos falar de negócios? Não, vamos falar
de pessoas.
Você pode não ser
um entendedor de comunicação, marketing ou propaganda, mas você é um
consumidor. De informação e de produto. E foi se o tempo que esses dois itens
pertenciam a profissionais diferentes: jornalistas e publicitários,
respectivamente. Marcas que fazem essa divisão tendem ao fracasso.
Acredito que o
sucesso que Iphones, smartphones ou webphones fazem hoje diz respeito à
facilidade que nos dão de chegar aonde queremos. Quer foto? A câmera está ali,
e com aplicativos que fazem você se tornar um profissional de imagem (leia-se
aqui a imagem também como item de marketing pessoal. Fotos bacanas em lugares
bacanas = pessoa de sucesso. Não é MESMO a minha opinião, mas é a do
mundo da imagem que vivemos hoje.) Vai pra uma reunião e precisa de um assunto
atual pra parecer bem informado? Todos os principais meios de informação têm
bons aplicativos que te dão isso em segundos. Ok, você não é de negócios e só
quer mesmo saber o que a sua turma anda fazendo? Acesse qualquer uma das muitas
redes sociais e fique por dentro de tudo. E em qualquer dessas situações você
vai direto ao que precisa, sem ser entupido de propaganda, no caso de
revistas com aquele monte de anúncios, ou aqueles sites medonhos, entupidos de
pop-ups.
Se esses
aparelhinhos enchem nossa vida de facilidades, deixam em pânico empresas que
limitam sua conversa com o público a anúncios. Nos celulares os modelos
tradicionais de anúncio não conseguiram chegar (Eeebaaaa!). E é essa
dificuldade aliada ao fácil acesso aos aplicativos informativos, que exige das
empresas uma postura positiva na mídia. Foi se o tempo que banner, outdoor e panfletaria vendiam produtos. Com a dificuldade dessa publicidade medieval
chegar aos modernos aparelhos celulares, as marcas precisam sair do seu lugar de
conforto (atrás do computador, enviando spam e diagramando anúncios), entender
de fato seu público e substituir o barulho da propaganda pelo buzz de conteúdo.
Se um dia a publicidade foi idolatrada pela sua capacidade de embrulhar bem um
produto, chegou a vez de ir além. Se juntar ao jornalistas e RPs para criar e revelar boas histórias das marcas, além do produto. Ao invés de serem só um chato pop-up ou um divertido anúncio, a hora é de contribuir com a sociedade, gerando informação.
Um caso prático
disso tudo, e que eu adoro, é do
Guia de Viagens Michelin. Uma empresa de pneus
que criou um dos melhores guias de viagens na Europa. A ideia é simples: criar
motivos para as pessoas viajarem. A troca de pneus vira consequência... #simplesassim