domingo, 9 de setembro de 2012

Bem-vindo celular. Bye, bye publicidade medieval.


Eu me rendi ao Iphone. Após algum tempo de resistência, de "eu não preciso disso pra viver", aqui estou eu, apaixonada pelo meu mais novo bichinho virtual (quem é que não se lembra dele?). Só que ao contrário do antecessor brinquedo infantil, nesse quem tende a morrer, se não se alimentar direito, são as marcas. Vamos falar de negócios? Não, vamos falar de pessoas.

Você pode não ser um entendedor de comunicação, marketing ou propaganda, mas você é um consumidor. De informação e de produto. E foi se o tempo que esses dois itens pertenciam a profissionais diferentes: jornalistas e publicitários, respectivamente. Marcas que fazem essa divisão tendem ao fracasso. 

Acredito que o sucesso que Iphones, smartphones ou webphones fazem hoje diz respeito à facilidade que nos dão de chegar aonde queremos. Quer foto? A câmera está ali, e com aplicativos que fazem você se tornar um profissional de imagem (leia-se aqui a imagem também como item de marketing pessoal. Fotos bacanas em lugares bacanas = pessoa de sucesso. Não é  MESMO a minha opinião, mas é a do mundo da imagem que vivemos hoje.) Vai pra uma reunião e precisa de um assunto atual pra parecer bem informado? Todos os principais meios de informação têm bons aplicativos que te dão isso em segundos. Ok, você não é de negócios e só quer mesmo saber o que a sua turma anda fazendo? Acesse qualquer uma das muitas redes sociais e fique por dentro de tudo. E em qualquer dessas situações você vai direto ao que precisa, sem ser entupido de propaganda,  no caso de revistas com aquele monte de anúncios, ou aqueles sites medonhos, entupidos de pop-ups.  

Se esses aparelhinhos enchem nossa vida de facilidades, deixam em pânico empresas que limitam sua conversa com o público a anúncios. Nos celulares os modelos tradicionais de anúncio não conseguiram chegar (Eeebaaaa!). E é essa dificuldade aliada ao fácil acesso aos aplicativos informativos, que exige das empresas uma postura positiva na mídia. Foi se o tempo que banner, outdoor e panfletaria vendiam produtos.  Com a dificuldade dessa publicidade medieval chegar aos modernos aparelhos celulares, as marcas precisam sair do seu lugar de conforto (atrás do computador, enviando spam e diagramando anúncios), entender de fato seu público e substituir o barulho da propaganda pelo buzz de conteúdo. Se um dia a publicidade foi idolatrada pela sua capacidade de embrulhar bem um produto, chegou a vez de ir além. Se juntar ao  jornalistas e RPs para criar e revelar boas histórias das marcas, além do produto. Ao invés de serem só um chato pop-up ou um divertido anúncio,  a hora é de contribuir com a sociedade, gerando informação. 

Um caso prático disso tudo, e que eu adoro, é do Guia de Viagens Michelin. Uma empresa de pneus que criou um dos melhores guias de viagens na Europa. A ideia é simples: criar motivos para as pessoas viajarem. A troca de pneus vira consequência... #simplesassim


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